A Fase Final das Olimpíadas de Economia é sem dúvida uma das melhores experiências em que um aluno do curso de Ciências Sócio-Económicas pode participar.
A Fase Final é uma oportunidade única de conhecer pessoas de um pouco por todo o país, alunos dotados e movidos por um mesmo interesse: a ciência económica. Do lote de participantes das OE, provavelmente sairão os meus futuros colegas de faculdade e os líderes do amanhã.
A Fase Final é também uma oportunidade única para ouvir os testemunhos dos responsáveis, dos seus percursos académicos e experiência de vida, fundamentais para podermos decidir de forma mais consciente possível aquele que é o grande passo seguinte: o acesso ao ensino superior.
Nas OE encontrei algo que procuro e procurei sempre ao longo do meu percurso no secundário: aprofundar mais aquilo que o ensino regular nos dá, que na minha ótica nos coloca alguns passos atrás no panorama internacional, como aliás pude constatar nas IEO.
Algo que me surpreendeu foi o quão fácil foi interagir com participantes e responsáveis e a certa altura tinha dificuldades em distinguir participantes de responsáveis pela naturalidade com que as conversas fluíam entre todos.
Fiquei surpreendido com o debate do primeiro dia, pela qualidade das intervenções e pela partilha das diferentes visões devidamente fundamentadas sobre um tema tão atual como a globalização, sendo que, nos dias seguintes, decorreram então os testes, provas de equipa e palestras que marcaram a competição, de uma forma descontraída, mas com a seriedade que uma competição exige.
A certa altura, sentia-me quase como um aluno universitário, completamente envolvido pelo Espírito do evento e pelo ar universitário que se respira na cidade.
Saí de Coimbra com a angústia de quem parte, mas com uma bagagem repleta de histórias para contar e com amizades espalhadas um pouco por toda a parte, com memórias inapagáveis e certamente mais conhecedor do tema "Economia da Felicidade" e do mundo que me rodeia.